Referências no Mundo

Você sabia que mais de 500 localidades do mundo já possuem portais de dados abertos e que a União Européia oferece mais de 770 mil bancos de dados em seu portal especial? O Brasil também não está muito atrás disso e dispõe mais de 7 mil conjuntos abertos sobre diversos temas, de uso livre e irrestrito – além de algumas cidades brasileiras, como CuritibaSão PauloRecifePorto Alegre e Rio de Janeiro, que igualmente liberam seus dados abertos em portais na internet, reunindo informações públicas dos municípios para download.

💡Listamos abaixo diversas iniciativas governamentais referenciais em todo o mundo, desde sistemas de busca globais ao nível dos bairros – passando por várias criadas em âmbitos de instituições regionais e internacionais importantes. Caso tenha interesse em saber mais sobre bases nacionais ou a história de abertura em todo o país (âmbito federal e local), consulte as seções específicas – e conheça ainda os movimentos da sociedade que lutam para ampliar ainda mais a disponibilização de dados. Se tiver alguma sugestão que deveria estar aqui, não deixe de enviar para nós ツ!

〉Buscadores Universais

» Google Dataset Search

A ferramenta – ainda em versão beta – fornece acesso a milhões de conjuntos de dados em milhares de repositórios de dados na web em todo o mundo. A pesquisa mostra os resultados dos sites dos editores, das bibliotecas digitais e das páginas pessoais dos autores.

Saiba Mais sobre a Plataforma ou assista ao video:

» Índice Global de Dados Abertos Governamentais

O Índice Global de Dados Abertos (GODI) é a referência global anual para publicação de dados abertos de governos, administrada pela Open Knowledge Network. Ele mede a abertura dos dados governamentais de dezenas de países de acordo com a definição aberta. Por ter uma ferramenta que é administrada pela sociedade civil, o GODI cria informações valiosas para os editores de dados do governo entenderem onde eles têm lacunas. Também mostra como torná-los mais utilizáveis ​​e, eventualmente, mais impactantes. GODI, portanto, fornece um feedback importante do que geralmente faltam aos governos.

Brasil |  O pais está entre os dez governos mais abertos do mundo, na oitava posição do ranking.

» Data World

O data.world abriga a maior comunidade de dados colaborativos do mundo, gratuita e aberta ao público. Oferecida por uma empresa de interesse público (especializada em fornecer condições para monitorar e otimizar iniciativas de análise de dados e governança), possibilita encontrar um local onde as pessoas descobrem dados, compartilham análises e se unem em tudo, desde a detecção de bots sociais ao jornalismo de dados de alto nível. 

A plataforma de compartilhamento permite uma pesquisa fácil por temas de interesse, compreensão rápida dos assuntos levantados nas bases, seguir e acompanhar projetos, além claro, do trabalho conjunto:

〉 Padrão de Qualidade de Dados Abertos | Conselho Mundial de Dados da Cidade (WCCD)/Data for Cities

  O WCCD é um centro global para parcerias de aprendizado criativo entre cidades, organizações internacionais, parceiros corporativos e universidades, para promover mais inovações, visualizar futuros alternativos e construir cidades melhores e mais habitáveis. O WCCD desenvolveu o primeiro sistema de certificação ISO 37120 e o Global Cities Registry ™ em matéria de dados abertos de cidades, publicados pela primeira vez em maio de 2014. Como líder global em métricas padronizadas, a WCCD está implementando a ISO 37120 Desenvolvimento Sustentável das Comunidades: Indicadores para Serviços Urbanos e Qualidade de Vida, um padrão internacional criado por cidades, para cidades (indicadores padronizados permitem que avaliem seu desempenho, meçam o progresso ao longo do tempo e também tirem lições comparativas de outras cidades local e globalmente). 

Veja algumas cidades que já adotam o padrão do WCCD>

〉Internacionais/Regionais

» Iniciativa Latino-Americana (ILDA)

A Iniciativa Latino-Americana de Dados Abertos (ILDA) é um projeto que busca  entender e promover políticas e usos de dados abertos na América Latina  para promover o desenvolvimento inclusivo da região. Nasceu após a primeira  Conferência Regional de Dados Abertos (Condatos) em Montevidéu, Uruguai, em  2013, com o apoio do Centro Internacional de Pesquisa em Desenvolvimento  (IDRC). O principal objetivo da ILDA é pesquisar e colaborar com  a emergente comunidade latino-americana de dados abertos e tecnologia cívica (tanto governos, como sociedade civil).

» Combate à Corrupção | PIDA (OEA)

O Programa Interamericano de Dados Abertos para Prevenir e Combater a Corrupção (PIDA) é um dos 57 pontos do Compromisso de Lima, documento que reúne os acordos firmados pelos governos de nosso continente na VIII Cúpula das Américas, realizada no Peru em abril de 2018 pela OEA. Outras medidas acordadas naquele evento pedem o fortalecimento do governo aberto e de dados abertos, em consonância com os insumos fornecidos pela sociedade civil por meio de sua declaração contra a corrupção. Dois meses depois e após o acordo, os países da região endossaram seu compromisso na 48ª Assembléia Geral da OEA e aprovaram que a Resolução para Fortalecer a Democracia Incluirá um mandato que exorta a Secretaria-Geral da OEA a desenvolver e apresentar a proposta do PIDA. O Departamento de Gestão Pública Eficaz da OEA é responsável por coordenar o cumprimento desse mandato.

Em princípio, o PIDA sugere a soma de dois instrumentos: o guia de dados anticorrupção da Carta de Dados Abertos e o Padrão de Contratação Aberta. Embora o guia de dados anticorrupção inclua o Padrão Aberto de Contratação, o programa promove a necessidade de um capítulo específico que aborda a adoção e implementação do Padrão Aberto de Contratação nos países da região. Como conseguir isso? Os Estados e a sociedade civil devem concordar com um esquema colaborativo para adoção como instrumentos deste programa.

» European Data Portal

O Portal Europeu de Dados foi criado para reunir informações do setor público dos 28 Estados-Membros Europeus e dos quatro países da EFTA.

» Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico  (OCDE)

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico  (OCDE) é uma organização internacional de 36 países que aceitam os princípios da democracia representativa e da economia de mercado, que procura fornecer uma plataforma para comparar políticas econômicas, solucionar problemas comuns e coordenar políticas domésticas e internacionais. A maioria dos membros da OCDE é composta por economias com um elevado PIB per capita e Índice de Desenvolvimento Humano e são considerados países desenvolvidos.

A Organização disponibiliza em Relatório suas iniciativas relacionadas à promoção de dados abertos nos países integrantes. Seu portal de dados abertos governamentais pode ser acessado aqui e seu repositório de análises sobre integridade publica e combate à corrupção aqui.

» Banco Mundial | World Bank Open Data

O Banco Mundial produz uma série de publicações de dados em vários formatos (impressos e eletrônicos) que cobrem uma ampla gama de questões de desenvolvimento sobre mais de 200 países. Eles também tornam os dados mais disponíveis e acessíveis, principalmente através do uso de mapas, tabelas e gráficos – além de disponibilizarem um repositório de conhecimento produzido com as informações. O banco de dados do Banco é a fonte profissional de dados mais amplamente usada sobre os países no mundo (aqui você pode encontrar um tutorial de forma de uso).

Nos últimos cinco anos, o Banco Mundial também prestou assistência técnica e financiamento para atividades de dados abertos em mais de 50 países, estimados de forma conservadora em mais de US $50 milhões, de diversas fontes. Um relatório do período 2012-2017 pode ser conferido aqui.

» Observatório Global de Saúde | Organização Mundial de Saúde (World Wealth Organization)

O Global Health Observatory (GHO) contém uma extensa lista de indicadores, que podem ser selecionados por tema ou por meio de uma funcionalidade de consulta multidimensional. É o principal repositório de estatísticas de saúde da Organização Mundial da Saúde.

💡Ainda é possível encontrar dados regionais da América Latina e publicações de estudos científicos sobre doenças locais, através da PAHO (Organização Pan Americana de Saúde, ligada à OMS).

〉Bases Locais

» Conselhos Municipais de Dados Abertos | Holanda

Mais de cem municípios holandeses divulgam os Dados do Conselho Aberto, incluindo todos os documentos do conselho municipal – decisões, agendas, moções, emendas e documentos de política – de maneira fácil e coletiva. Os dados estão agora disponíveis para reutilização em aplicativos. Já existe o primeiro aplicativo que reutiliza os dados: o WhereGovernment. Cidadãos, empresários, jornalistas, funcionários públicos, jornalistas, cientistas e todas as outras partes interessadas podem usar o Open Council Data para verificar facilmente o que está acontecendo nos municípios em torno de um tema específico. Rural, regional, por município ou mesmo por bairro.

» Saúde Pública | 500 Cities, Estados Unidos

O objetivo do Projeto 500 Cidades é fornecer estimativas de pequenas áreas no nível da cidade e do setor censitário para fatores de risco de doenças crônicas, resultados de saúde e uso de serviços preventivos clínicos para as maiores 500 cidades dos Estados Unidos. Essas pequenas estimativas de área permitirão que as cidades e os departamentos de saúde locais entendam melhor a carga e a distribuição geográfica das variáveis ​​relacionadas à saúde em suas jurisdições e os ajudem a planejar intervenções de saúde pública. 

» Policy Map

O PolicyMap oferece mapeamento online fácil de usar, com dados demográficos, imobiliários, saúde, empregos e muito mais, em comunidades nos EUA. Da sala de aula à sala de reuniões, milhares de organizações confiam na plataforma para encontrar os dados certos para suas pesquisas, estudos de mercado, planejamento de negócios, seleção de locais, pedidos de subsídios e análise de impacto.

» BA Obras Buenos Aires

Através da plataforma BA Obras é possível conhecer +de 900 obras públicas da cidade de Buenos Aires, capital da Argentina (o primeiro distrito a publicar seus dados em formato aberto no pais, mediante portal criado em 2012). Os dados também são disponibilizados em formato aberto.

» Barcelona BCN Open Data

Open Data BCN Portal, o Open Data Service da Câmara Municipal de Barcelona, ​​é apresentado como um espaço otimizado para todos os tipos de dispositivos (PC, tablets e telefones celulares), a fim de facilitar o acesso a todos os usuários e visitantes. Há um total de 435 conjuntos de dados e é multi-idioma (catalão, espanhol e inglês) na sua totalidade e está licenciado sob CC BY (ver Termos de uso ).

Catálogo de Conjuntos de Dados é a seção principal deste portal Open Data BCN, onde os usuários podem encontrar todas as informações que a Cidade de Barcelona coloca à sua disposição em um formato reutilizável. A informação é classificada em 5 grandes temas: Administração , Cidade e serviços , Economia e negócios , População e Território, que possuem diferentes subtópicos.

No portal também é possível encontrar informações sobre o Desafio Barcelona Dades Obertes , um concurso que promove o uso de dados abertos como um recurso educacional nos centros da cidade de Barcelona.

» Madrid

O portal de dados abertos de Madrid, capital da Espanha, e um dos raros a contar com uma seção especial para que os cidadãos da cidade sugiram tipos de bases para serem abertas (“Colabora”). Conta também com uma parte especial para repositório de jornalismo de dados, com base em informações disponibilizadas pela ferramenta.

O portal de Madrid ainda permite que o visitante comunique sua impressão ou um erro nos dados >

» NYC Open Data

Em muitas outras cidades, o Open Data é uma política técnica ou uma ordem executiva. Na cidade de Nova York, é a lei. Em 7 de março de 2012, o ex-prefeito Bloomberg assinou a Lei Local 11 de 2012, mais conhecida como “Lei de Dados Abertos”, que alterou o código administrativo de Nova York para determinar que todos os dados públicos fossem disponibilizados em um único portal da Web. o final de 2018.

Em novembro de 2015, janeiro de 2016 e dezembro de 2017, o prefeito de Blasio aprovou várias alterações à Lei de Dados Abertos. Essas leis, que incluem requisitos mais rigorosos em dicionários de dados e retenção de dados, cronogramas de resposta para solicitações públicas e uma extensão do mandato de Dados Abertos para a perpetuidade, ajudam os nova-iorquinos a acessar dados da cidade on-line e ancorar as iniciativas de transparência da cidade Dados abertos.

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